22 fevereiro 2011

Dirigentes da Petrobras desafiam a Justiça e pagam pra ver...

Não é de hoje que os dirigentes desse elefante branco que atende pelo nome de PETROBRAS desafiam a legislação trabalhista no que tange às manutenção de tercerizações ilegais. Como tem muito dinheiro pagar pelos serviços jurídicos de centenas de advogados, ela vai fazendo valer a sua vontade sobre a lei e isso sempre foi assim. O que há de novidade nisso?

Auditorias do Tribunal de Contas da União que apontaram para inúmeros indícios de superfaturamento em suas obras, empregados que se aposentam, consorciam-se na criação de empresa e que passam a prestar serviços ao Elefante Branco é o que mais tem. Moralidade? Essa palavra não é conhecida pelos dirigentes que a comandam.

Tudo está legal; o MPT não conhece nossa Empresa; só terceirizamos atividades-meio; não terceirizamos os setores estratégicos; e por aí vão com desculpas de efeito retórico contidas na cartilha mental passada àqueles que desejarem fazer carreira dentro da Empresa.

O lucro acima de tudo, a lei pode esperar, advogados vocês são pagos para defender a Empresa e não para dizer-nos como administrá-la parece ser a filosofia que mais se adequa a realidade do que veio a se tornar a Petrobras.

Mas não a Petrobras não tem só coisas ruins; tem coisas boas também. A sua importância para o país e o mundo nas áreas de petróleo e gás, além da tecnologia para perfuração de poços de petróleo em grandes profundidades, são diuturnamente sopradas aos quatro cantos da terra sob a forma do reconhecimento que toda a sociedade tem para com essa empresa.

Nessa linha, costumo dizer que uma empresa não possui vida e nem vontade própria, pois que a sua existência decorre de mera ficção legal; não possuem vontade própria, pois que a mesma está consubstanciada na vontade das pessoas que a dirigem, que traduzem muitas vezes o pensamento desta ou daquela corrente ideológica ou o mando deste ou daquele sócio (acionista). Ou seja, por suas formas de agir e se comportar a Petrobras de hoje não é a mesma de 10 anos atrás, que por sua vez não era a mesma de 20 anos passados.

De tudo isso, podemos observar claramente que se aproxima do limite a paciência do Ministério Público do Trabalho e Federal, além da própria Justiça do Trabalho para com os dirigentes da Petrobras. Talvez no momento em que forem atingidos no próprio bolso mediante sentenças condenatórias em ações de improbidade administrativa, possam começar a pensar melhor antes de desafiarem a Justiça e "pagarem pra ver"...