16 maio 2012

Desaparecimento de R$ 51,7 milhões decorrente do contrato com aempresa Monreal durante administração do PMDB gera voto contrário e de protesto em Assembléia Geral da Celesc

    Dois anexos, uma carta do fundo Geração Futuro e outra de dois conselheiros fiscais, incluidos na ata da última Assembléia Geral e Extraordinária da Celesc, trazem à tona um grande esquema de corrupção que envolve funcionários públicos, cargos políticos de confiança, empresas fantasmas, caixa dois de campanhas eleitorais, políticos do PMDB e milhões de reais desviados da maior empresa estatal de Santa Catarina.
     Pela primeira vez nas investigações e denúncias sobre a corrupção na Celesc aparece um nome: Luis Carlos Facco, Assessor da Diretoria Comercial. Essa pode ser a ponta de um iceberg que quando descoberto pode deixar à mostra uma eficiente máquina de corrupção que no período do governo Luiz Henrique da Silveira pode ter subtraido a fantástica quantia de R$ 214 milhões dos cofres públicos.

Destaque da carta da Geração Futuro
     A carta da Geração Futuro manifesta o seu voto contrário à aprovação das contas dos administradores por não tomarem providências e não apurarem o prejuízo decorrente do contrato Monreal. Cita, inclusive Luis Carlos Facco, questionando a sua fundamentação para aditivar o contrato da Monreal pelo 6º ano consecutivo. A Geração Futuro, manifestando seu voto de rejeição à aprovação das contas dos administradores, pode tomar medidas para responsabilizar os administradores, tanto os que eventualmente agiram de má fé na gestão do contrato Monreal, quanto os atuais por não tomarem as devidas providências na defesa do patrimônio da empresa. A carta ainda mostra os investidores por trás da Geração Futuro: são aposentados de diversas categorias de trabalhadores dos Estados Unidos e do Canadá, como professores e funcionários públicos.

Destaque da ata
    
A carta dos conselheiros fiscais Telma Mezia e Julio Cardozo serve para isentá-los de culpa pela não tomada de providências pelos administradores da Celesc. Tenha em conta que pela lei são administradores de uma empresa os diretores, os membros do conselho de administração e membros do conselho fiscal. Estes dois conselheiros afirmam que a quase totalidade dos pagamentos feitos à Monreal foi irregular, além de "vícios insanáveis" do 5º aditivo. Finalizam dizendo "tais fatos, se caracterizam como prática de atos ilegais, ilegítimos e antieconômicos com danos à Companhia e ao erário".

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Publicação original creditada ao cangablog.com